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Convenção 151 é aprovada em Comissão do Senado
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A capacidade de articulação e mobilização da CUT resultou em
mais um importante passo para a democratização das relações de trabalho no
Brasil. Depois
de uma audiência com integrantes da direção executiva da Central, o relator
da ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), resolveu pautar o projeto em
votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado. O
resultado foi a aprovação unânime do relatório na manhã desta quinta-feira
(4). O próximo passo será o encaminhamento para a Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) e posteriormente, para o Senado. Por fim, ela volta à Câmara
dos Deputados, onde já foi aprovada em outubro de 2009. A 151
foi uma das bandeiras que a Central lutou para incluir na 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora, em novembro do ano passado, em Brasília. Ela garante o direito
de organização e negociação dos servidores públicos e prevê pontos como:
proteção contra os atos de discriminação que acarretem violação da liberdade
sindical em matéria de trabalho; independência das organizações de
trabalhadores da função pública face às autoridades públicas e proteção
contra atos de ingerência das autoridades públicas na formação, funcionamento
e administração das organizações de trabalhadores da função pública. Luta
histórica dos trabalhadores – A organização no local de
trabalho é pauta histórica da central desde o seu nascimento. Em 2006, a
ratificação foi uma das deliberações do 9.º Congresso Nacional da CUT
(Concut). Para
o presidente da CUT, Artur Henrique, a ratificação iniciará uma grande
discussão a respeito da organização no local de trabalho. “Isso abre um
debate sobre a forma de organização do funcionalismo, não apenas em âmbito
federal, mas também nos estados e municípios.” Segundo
Denise Motta Dau, Secretária Nacional de Relações de Trabalho da CUT e uma
das representantes da Central, ao lado dos diretores executivos Pedro
Armengol e Antônio Lisboa, no encontro com o senador Geraldo Mesquita, a
intervenção deve ocorrer agora junto ao presidente da CCJ, o senador
Demóstenes Torres. “Nossa próxima ação será agendar uma audiência com ele
para que ele se posicione de forma favorável à rápida tramitação do projeto”,
Pressão
total – Armengol acredita que mantida a mobilização dos trabalhadores,
a ratificação deve ser votada nos próximos 30 dias. “A aprovação da 151 na
Comissão de Relações é uma grande conquista porque fica admitida a
legitimidade da convenção. A classe trabalhadora deve manter a pressão sobre
os senadores na capital federal para que aprovem ainda neste ano o direito de
negociação e organização dos servidores”, comentou. Desde
o início da semana, a CUT e as demais centrais promovem uma ocupação do
Congresso Nacional em defesa de bandeiras como a 151 e a redução da jornada
de trabalho. |
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