SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE UMUARAMA
História
No dia 2 de dezembro de 1973 foi fundada a Associação Profissional dos Bancários de Umuarama. A preocupação era credenciar os bancários e criar uma identidade da categoria. O processo foi coordenado pelo bancário do Bradesco, Durval Rodrigues dos Santos, com o apoio de dezenas de outros bancários. Foi uma iniciativa bem sucedida, mesmo tendo ocorrido em plena ditadura militar, uma época em que não havia liberdade, nem mesmo para realizar reuniões e manifestações de qualquer natureza.
Três anos mais tarde, no dia 26 de outubro de 1976, os bancários davam outro passo importante, criando o Sindicato dos Bancários de Umuarama. Essa transformação foi muito difícil. Os militares dificultavam ao máximo a criação de um sindicato de classe e, quando autorizavam o registro, ditavam o estatuto. Durval Rodrigues dos Santos presidiu o Sindicato por duas gestões, que ficaram marcadas pela construção das instalações da antiga sede urbana da entidade.
No final dos anos 70 e no decorrer da década de 80 o Sindicato amplia o patrimônio da categoria. Antônio Borasca, bancário do Unibanco, sucede Durval na presidência. Foram anos em que os bancários de Umuarama tiveram participação incisiva nas mobilizações das campanhas salariais. As duas gestões presididas por Borasca deixaram como marca a organização jurídica dos imóveis e do Sindicato e a aquisição da Chácara dos Bancários.
Entre os anos de 1986 a 1993 o Sindicato foi presidido por Osni Miguel Santana, bancário do Banco Brasil. Além da participação marcante dos bancários de Umuarama e região nas campanhas salariais, com greves que se prolongavam por até 1 mês, nesse período o Sindicato teve participação decisiva nos movimentos sociais, como as greves estudantis da faculdade local, a campanha contra o aumento abusivo do IPTU e criação de ONGs como a União e Consciência Negra de Umuarama e outras.
Filiação a CUT
A década de 80 deixou ainda outra marca importante: a filiação do Sindicato à CUT, no ano de 1987, o que abriu caminho, nos anos seguintes, para a entidade participar de diversos movimentos como, por exemplo, as greves gerais de 87 e 88, com destaque para a do dia 20 de agosto de 87, quando, com a união de dezenas de entidades sindicais, os trabalhadores pararam a cidade de Umuarama para reivindicar mudanças na economia.
A criação da FETEC (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná) e da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários), hoje Contraf-CUT, também teve o apoio do Sindicato dos Bancários de Umuarama e, naquela mesma década, foram passos decisivos para conquistas históricas da categoria, como o auxílio-creche e o direito à sindicalização dos bancários da Caixa, entre outras nos anos seguintes.
Buscando alternativas
Em 1993, Paulino Alves de Almeida sucede Osni na presidência. Foi um período em que os bancários esbarraram na dureza das direções dos bancos. Isto fortaleceu a proposta de criação do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiros do Noroeste do Paraná. O objetivo era unificar os sindicatos pequenos da mesma categoria e agregar os trabalhadores terceirizados. Mas o processo foi interrompido na assembléia de fundação, por conta de ações judiciais iniciadas por entidades descontentes com a inovação.
Como resultado positivo houve a fusão do Sindicato dos Bancários de Umuarama com o de Assis Chateaubriand e ações conjuntas com os Sindicatos de Paranavaí, Campo Mourão, Toledo e Guarapuava. O Jornal Pactu, principal meio de comunicação destes Sindicatos, é resultado aquela iniciativa.
Na
década de 90, o trabalho do nosso Sindicato contribuiu para a
conquista da primeira Convenção Coletiva Nacional, o
Vale-Alimentação, a PLR e a Complementação
Salarial para os afastados por Doença ou Acidentes.
A virada do século
Em 1999, Edílson José Gabriel assume a presidência da entidade. Além das estratégias diferentes adotadas nas campanhas salariais, como engrossar as paralisações nas capitais, com conquista do aumento real no salário e nos benefícios, além de novos parâmetros para cálculo da PLR, a gestão de Edílson foi marcada pela defesa do patrimônio público, pelo apoio aos trabalhadores lesionados e pela boa participação dos bancários em Conselhos Públicos e em ONGs.
Em 2000, o Sindicato promove várias manifestações contra a venda do Banestado e da Copel. Neste mesmo ano, o Sindicato organiza, com sucesso, a 1º Caminhada Ecológica de Umuarama – evento que neste ano realizou sua 6ª edição.
De 2004 a 2007, realiza amplas campanhas de defesa dos bancários adoecidos em função do trabalho, o que resulta na criação da APLER (Associação dos Portadores de LER/DORT). Nesse período também são intensas as ações de combate ao assédio moral e a todas as formas de discriminação.
Atualmente, sob a presidência de Juraci Batista de Araújo, bancário do Itaú, o Sindicato representa mais de 500 bancários, em 70 unidades de 29 municípios, além de outros 120 trabalhadores de 21 unidades de Cooperativas de Crédito.
A estrutura do Sindicato é composta de duas sedes urbanas, uma em Umuarama e a outra em Assis Chateaubriand; duas chácaras estruturadas com quadras esportivas e salões de festas. Conta também com 26 diretores nos locais de trabalho e 7 diretores licenciados dos bancos Bradesco, HSBC, Itaú e Unibanco.
Todos os direitos reservados - Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região. .:: Desenvolvido by Erval